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Polícia Prisão

Polícia Civil do Tocantins deflagra operação “Mãe de Satã” e prende mais uma envolvida na explosão de uma agência bancária em Rio Sono

Esposa de um dos assaltantes já presos, a mulher estava encarregada de auxiliar na fuga e depois dar aparência lícita à quantia roubada na agência bancária.

10/11/2020 08h20
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Por: Redacão Fonte: Dicom SSP-TO
Apesar do estrago no caixa eletrônico, criminosos não conseguiram levar o dinheiro
Apesar do estrago no caixa eletrônico, criminosos não conseguiram levar o dinheiro

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC de Palmas), deflagrou na manhã desta terça-feira, 10, a operação “Mãe de Satã”. O objetivo foi a captura de uma mulher envolvida na explosão de uma agência bancária do município de Rio Sono, ocorrida na madrugada do dia 3 de outubro deste ano. A mulher já está presa e será ouvida pela autoridade policial. 

  

Segundo o coordenador da operação, o delegado-chefe da 1ª DEIC Palmas, Eduardo Menezes, as investigações apontaram que a mulher, esposa de uns dos delinquentes já presos pelo crime, participou de toda a preparação da ação criminosa, assim como ficara incumbida de auxiliar na fuga da dupla assaltantes responsável pela explosão da agência bancária. 

  

Os investigadores também descobriram que a mulher auxiliaria os assaltantes na inserção no mercado financeiro dos valores subtraídos do banco. Profissional de educação de física que é, a investigada, na tentativa de dar aparência lícita à quantia roubada do estabelecimento bancário, montaria uma academia de ginástica na cidade de Rio Sono com o dinheiro proveniente da ação. 

  

Os fatos 

  

Numa ação conjunta das Polícias Militar e Civil, dois dos suspeitos envolvidos na explosão do caixa eletrônico de uma instituição bancária em Rio Sono, ocorrida por volta das 4 horas da manhã deste sábado, 3, foram presos antes de completar 24 horas da ação criminosa. O primeiro, de 26 anos de idade, foi preso pela Polícia Militar ainda na noite do sábado. O suspeito de 21 anos foi preso na manhã do domingo, 4. Apesar da explosão do caixa, os criminosos não conseguiram levar o dinheiro, fugiram logo depois. 

  

Na época dos fatos, o delegado-chefe da DEIC de Palmas, Eduardo Menezes, comentou que pelas características da ação, três pessoas haviam participado. Segundo ele, os presos em outubro são faccionados aqui mesmo do Tocantins e usaram explosivo de fabricação caseira. 

  

Também por ocasião dos fatos, a Polícia encontrou no celular de um dos criminosos um vídeo em que o homem relata como produziu os explosivos. 

  

Nome da Operação 

  

A escolha do nome da operação faz alusão à um explosivo de alto poder letal. Trata-se do triperóxido de triacetona (TATP), que pode ser fabricado a partir de substâncias de fácil acesso, como ácidos e acetona, o que faz dele um dos explosivos mais utilizados, inclusive, por seguidores do grupo extremista autodenominado Estado Islâmico, justamente porque parte dos ingredientes pode ser comprada por qualquer pessoa e porque a bomba resultante tem alto poder de fogo. 

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