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Cultura Comemoração

Ajunta Preta e parceiros realizam live em alusão ao Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas 

O evento é uma realização do Ajunta Preta, em parceria com a Casa Pérolas Negras, o MNU e a AMB.  

26/04/2021 10h45
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Por: Redacão Fonte: Comunicação Ajunta Preta
Ajunta Preta e parceiros realizam live em alusão ao Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas 

A data de 27 de abril, Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas, traz foco ao trabalho dessa categoria e à luta pela garantia dos mesmos direitos que os demais trabalhadores e trabalhadoras brasileiros. Em alusão à data, acontece nesta segunda-feira, 26, às 19 horas, no Instagram do coletivo Feminista de Mulheres Negras do Tocantins, o Ajunta Preta - @ajuntapreta -, a live “Do interior às grandes cidades: a busca pelo acesso à educação e a exploração das trabalhadoras domésticas no Tocantins”.

 

A discussão da temática contará com a representante da Casa Pérolas Negras, do setor Taquari, Charleide Matos, que também é ativista do Ajunta Preta, Casa 8 de Março e da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB). Como convidada, participa a presidenta do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas da Bahia, Creuza Maria Oliveira, que é ainda secretária-geral da Federação Nacional das Trabalhoras Domésticas (Fenatrad) e militante do Movimento Negro Unificado (MNU).      

 

Dados

Dados da Fenatrad apontam atualmente no país uma média de 6,4 milhões de trabalhadoras domésticas, das quais 93% são mulheres e destas, 63% são negras. Ressalte-se também que essas mulheres são pobres, moradoras da periferia e muitas das quais chefes de família. Esses indicadores evidenciam a realidade social dessa categoria, que ainda hoje enfrenta a herança cultural deixada pelo período da escravidão no Brasil.    

 

Apesar das conquistas históricas, como o reconhecimento como categoria profissional, essas trabalhadoras continuam enfrentando discriminações e violações de direitos. Com a pandemia, passaram a sofrer também com o crescimento da taxa de desemprego, com a exposição ao maior risco de perder a vida e, por vezes, com o confinamento forçado para não serem demitidas.  

 

É por tudo isso que ainda é necessária muita conscientização e luta para que os direitos dessas mulheres, como cidadãs e trabalhadoras, sejam respeitados pelos empregadores e toda a sociedade.

 

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