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Estado Nota de Repúdio

Após ataque ao acampamento Maria Bonita no Tocantins, PT estadual emite nota de repúdio

A terra é de propriedade da União e já se encontra em tramitação administrativa para fins de reforma agraria.

07/08/2021 15h39 Atualizada há 1 mês
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Por: Redacão Fonte: Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores do Tocantins - PT/TO
Após ataque ao acampamento Maria Bonita no Tocantins, PT estadual emite nota de repúdio

O Partido dos Trabalhadores do Tocantins- PT/TO, vem por meio desta nota manifestar seu repudio ao violento ataque às 100 famílias do Acampamento Maria Bonita e ao assassinato do trabalhador rural, Sr. Getúlio, ocorrido na manha deste dia 6 de agosto, localizado dentro da Fazenda Navarro, Gleba Anajá, na zona rural do município de Palmeirante – TO, a 115 km de Araguaína. A terra é de propriedade da União e já se encontra em tramitação administrativa para fins de reforma agraria.

 

Desde 2016 estas famílias camponesas residem e produzem nestas terras, de propriedade da União, e em 2018 por decisão judicial foi determinado ao INCRA, que desse andamento aos procedimentos administrativos denominados “vistoria agronômica para fins de reforma agraria do imóvel rural”. Infelizmente o conflito permaneceu e as famílias continuaram sofrendo sistemáticas ameaças por parte dos grileiros.

 

Mesmo no meio da pandemia e risco a saúde pública, o Juiz da 2ª Vara Cível da comarca de Colinas/TO expediu mandado de reintegração de posse, desconhecendo decisões judiciais anteriores e sem qualquer notificação ao MPF e a outros órgãos que acompanham o conflito, permitiu a reintegração, que se transformou em verdadeiro palco de violência promovida por jagunços e pistoleiros a serviço da grilagem de terras. As casas dos camponeses foram destruídas e queimadas, pessoas baleadas, outras foram agredidas e torturadas. O resultado da violência foi uma pessoa assassinada, outra esta internada, algumas desaparecidas e todas absolutamente amedrontadas e com um grande prejuízo financeiro em razão de que os frutos do trabalho de cinco anos foram destruídos.

 

Este triste e revoltante episódio, infelizmente serve para reafirmar o que as trabalhadoras e trabalhadores camponeses, os movimentos sociais e de direitos humanos, vêm denunciando sobre os constantes atos de violência e violações ocorridas no campo provocados pela grilagem de terras e legitimadas por um projeto de morte conduzido pelo governo Bolsonaro, que é cumplice de toda esta violência, pois suspendeu a reforma agrária em todo o pais gerando uma inercia de parte das instituições do Estado brasileiro.

         

Esta semana, a Câmara Federal, dominada pelo centrão e pelos bolsonaristas, aprovou o PL da grilagem dos fazendeiros contra o voto dos deputados do PT. No Tocantins, sete deputados bolsonaristas votaram a favor, apenas o deputado Célio Moura do PT votou contra o PL.

 

Reafirmamos a nossa defesa incondicional ao direito a terra, cumprindo a sua função social de promover acesso comum e o bem viver, em especial ao povo do campo e em detrimento da acumulação, expropriação de riquezas gerando mortes e degradação do meio ambiente. Neste sentido nos solidarizamos a todas as famílias e exigimos a rigorosa apuração dos fatos, bem como a responsabilização dos criminosos.

 

Não podemos permitir e aceitar que voltemos à barbárie no campo, onde assassinar camponeses passava em branco aos olhos da lei e do Estado. Queremos justiça para todas as 100 famílias e principalmente para o Sr. Getúlio.

 

Palmas, 7 de agosto de 2021.

  

Diretório Estadual do Partido dos  Trabalhadores do Tocantins - PT/TO

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